i choose the best.

Postado em para ela, pensamentos em outubro 15, 2011 por Amanda Salgado

Eu falo que não te mereço, aí vc vai e posta uma música da Luiza Possi só pra eu calar a boca? Seu mal gosto musical não vai afetar o que eu acho ou deixo de achar. rs

 

pq eu deveria acreditar que vc não é tudo q eu acho q vc é? eu acredito no que eu vejo, no que vc me mostra sem querer, nas coisas que vc faz e não percebe.

Acredito nos seus sonhos realizados tanto quanto vc e acredite, eu farei de tudo para te ajudar a realizá-los.

mas o que eu acho mais bonito é que esses seus sonhos não são sonhos pessoais, são sonhos que abrangem tanta gente e tanto amor e, ao contrario do que se vê por ai, pouco dinheiro a ser retornado a vc. vc acredita naquilo que muitos já esqueceram, acredita no retorno emocional, no orgulho de construir com suas mãos, seus suor, seu sangue.

 

é issu que eu admiro, é isso que a cada dia me faz parar e reavaliar o que eu quero, o que eu acho que preciso. estou me baseando pelo melhor que conheço, talvez eu conheça pouca gente (rs), mas provavelmente eu apenas tive sorte de te conhecer numa idade na qual eu ainda posso mudar muita coisa em mim.

 

Eu sou uma garota de sorte olhando para uma estrela cadente.

fds de 4 dias

Postado em Dia-a-dia, pensamentos em outubro 11, 2011 por Amanda Salgado

Esse fds foi fantástico, mesmo com as partes tensas dele…

 

passei a semana toda trabalhando e fazendo o maldito CFC, aí na sexta a Quel me chama para ir a um restaurante com uns amigos dela do sul, dentre eles uma ex  (Y).

Eu topei ir por 2motivos: primeiro, eu ia ficar a noite toda pensando o que estaria acontecendo caso não fosse, segundo por que eu queria conferir a ex pessoalmente, lógico.

 

eu sabia que a menina ainda gostava da Quel, só não sabia que ela ia ser tão infantil…

cheguei lá tensa já, me achando intrusa, pensando que tinha sido uma má ideia, o olhar que a menina me deu, só confirmou isso.

 

eu pensei que teria que transpor isso, afinal quem não se encanta com meu rostinho angelical? pelo visto achei alguém rs

 

o clima melhorou, até  que a criança começou a beber e tentar chamar atenção… mas de boas, foi uma noite boa até apesar da confusão que rolou…

pelo menos isso gerou umas conversas bem honestas por parte de todos e tal, o que eu aprecio muito.

 

Sábado a Quel foi me buscar no trabalho e a ideia original era fazer um picnic no Ibira, mas a chuva não ajudou, fomos ao shop e acabamos no cinema. foi gostoso passar um tempo com ela pra mim, pra fazer carinho e tal… filme? pra que filme?

 

ai domingo minha sogra me convidou para passar o dia no sitio deles, ela ia cuidar das plantas e a gente ficaria assistindo filmes.

 

comemos e fomos pro quarto, ligamos o note e colocamos o filme, mudamos 8347187 vezes de posição até nos ajeitarmos uma na outra. o filme taba bem interessante sabe? mas ela ali perto de mim estava muito mais, estava meio friozinho, daquele tipo que dá vontade de ficar bem perto, provocando.

 

minha sogra é mara, ela tem um alarme: anda cantando, aí dá pra saber quando ela tá perto ou não. EITA JESUS MARAVILHOSO! e uma hora ela ainda avisa: vou descer tá e ficar lá. TÁ, CLARO SUA LINDA! rs

 

aproveitamos bastante, o filme acabou, os creditos ficaram rolando rs. colocamos outro filme e nos aconchegamos de novo, e logico que acabamos dormindo.

acordamos com a minha sogra nos chamando para irmos embora.

 

na volta ainda paramos em um lugar que vendia pamonhas, enrolamos mais um pouco e fui deixada em casa. a tarde tinha sido muito boa! melhor só se fossem vários dias.

 

ai as pérolas: minha sogra na volta pergunta pra Quel se já havíamos transado! assim do nada! rs. ela disse que dava para perceber pela intimidade que estávamos abraçadas vendo filme e ONDE a gente tinha ido rs, preocupada com moteis baratos e mal cuidados…

i do deserve rs.

 

só fico imaginando a Quel rosa, roxa, azul…

 

e ontem, bem ontem foi um caso a parte…

Quel foi para casa e a vontade acumulada do domingo veio a tona beeem rapido.

 

eu semper pensei: aff, quem chora no sexo gente? que absurdo! pq? nem tem pq…blablabla

 

mas ontem não que eu tenha entendido mas…aconteceu.

 

eu tenho uma dificuldade enooooorme de ter orgasmo quando to acompanhada, e ontem eu nem tenho certeza se aquilo foi um orgasmo, mas foi uma sensação inexplicável, foi maravilhoso. e não só o físico, o emocional tbm tava acompanhando sabe? foi tudo junto e quando eu olhei para ela, ali comigo, não sei pq, meu olho encheu de lagrima e eu ria e chocara ao mesmo tempo…

ainda to em choque rs.

 

desde sexta tem sido maravilhoso tudo o que eu to entendendo/pensando,…

I could get used to this

Postado em conversas, Dia-a-dia, pensamentos em setembro 28, 2011 por Amanda Salgado

Sabe aquelas pessoas que tem tudo e não valorizam? não dão a mínima e estão sempre de mimimi com a vida?
Me peguei assim, principalmente em relação a uma pessoa em especifico. Eu sou muito otária!
é muito fácil julgar um livro pela capa e eu sou mestre em fazer isso, falo inclusive literalmente. Olho e monto a vida da pessoa na minha cabeça e para que eu mude de ideia, só deus sabe o quanto é difícil. mas acontece, aconteceu.

Eu a conheci na empresa onde eu trabalhei e por N motivos não me aproximei muito, mas também não fiquei afastada, a gente convivia, conversava, se dava bem em geral. E aos poucos essa amizade foi evoluindo, segredos foram sendo divididos sem que eu nem percebesse, e ali nasceu uma amizade simples.

Sempre que alguém marcava de sairmos, não dava certo e tal, e um tempo depois que eu fiquei solteira, acabou dando certo, então uma galera da empresa (na qual eu já não trabalhava) foi para a balada. clima bom, música boa, bebida boa (tirando a vodca de maracujá blah). Bebida vai e bebida vem nós meninas sabemos como tudo se torna sexual (risos). Vamos directo ao ponto: acabei na parede da balada. Não tinha ido com essa intenção, nem com ideia nenhuma. tinha acabado de sair de um relacionamento que eu ainda nem tinha entendido direito porque tinha acabado, não queria nada, mas não posso negar que meu corpo reagiu explosivamente.

 

 

continua…

L.

Postado em contos em setembro 23, 2011 por Amanda Salgado

Ela estava deitada no sofá de couro marrom, todo rachado, a televisão passava clipes aleatórios no mudo. A porta da varanda estava um pouco aberta e deitava entrar um vento frio que ondulava a cortina transparente e ela se atentava a essa imagem fixada. enquanto os olhos registravam isso, o cérebro viajava milhares de quilómetros por hora, revivendo cenas que realmente acontecendo, hora inventando cenas que poderiam ter acontecido. Isso não era uma nova mania para Laura, desde criança ela já era nostálgica, revivia durante horas momentos passados, mas geralmente era uma nostalgia boa, que a fazia sorrir, dessa vez era uma nostalgia opressiva, que parecia empurrar suas clavículas para baixo, para dentro enquanto o coração queria sair do corpo. Estava difícil respirar.

Aquilo estava deixando-a louca, os dias passavam sem que ela percebesse, quando se dava conta a luz do sol acabava e ela ficava ali no escuro, remoendo de novo e de novo. a luz do sol não esquentava nada, era só luz, mas mesmo assim ela vestia a mesma camiseta e o mesmo shorts a dias, seu corpo já estava se aderindo ao sofá.

O sol nasceu de novo, nasceu mais forte, parecia chamá-la, não que ela quisesse que alguém a procurasse, queria curtir sua dor sozinha, sem companhia, fosse de pessoas ou de lágrimas. ela ainda não havia liberado uma lagrima sequer, mesmo quando os olhos estavam cheios ela não permitiu que transbordassem, e quando pessoas ligaram para ela, ela não atendeu, ignorou mais de 30 ligações segundo a tela do celular. Não queria a humilhação e o inchaço que as lagrimas traziam e muito menos a pena vibrava na voz das pessoas. Dessa vez ela iria ficar isolada até passar, mas parecia que seria eterno, para sempre viveria ali, naquele apartamento cheio de memórias e frustrações.

Parecia que ia valer tanto a pena, ela teve as maiores esperanças seguidas da maior decepção. Poderia ter sido diferente.
poderia, mas como? ela tinha certeza que tinha feito tudo, talvez tenha pecado pelo excesso. é, só podia ter sido o excesso. ela fez demais, deve ter sufocado, ela… Ela poderia ter sido traída, mas isso passou de relance, não suportaria essa hipótese, porque alguém a trairia? modéstia a parte era uma boa namorada, quando queria lógico. e dessa vez quis mais que tudo, a única vez que levou a sério, que se comprometeu, que se apaixonou de verdade, estava madura, saberia cuidar da situação, fez planos, fizeram planos, só para que fossem quebrados, mas ela não tinha ouvido isso mesmo? “Planos são feitos para serem quebrados, quando os nossos quebrarem promete não ficar chateada?” no dia não pensou, parecia improvável demais aqueles planos se quebrarem. estavam apaixonadas, o ar no quarto revelava isso, e sexo então… Só com a lembrança um arrepio percorreu todo o corpo. O relacionamento poderia ter acabado, mas ela duvidava muito que a química tinha, e se ela pudesse, pagaria para ver.

Todos tinham apostado nelas. E talvez take them for granted. Os olhos iluminados quando se olhavam, os sorrisos, a troca de olhares, não havia sequer uma pessoa que não se encantou e não tenha desejado palavras de sorte e elogios para elas. todos. então porque não havia sido suficiente. o que eu fiz de errado?

aquela dor no peito precisava acabar e na hora, mais um segundo e ela iria explodir, implodir, já não fazia diferença. levantou num ímpeto, a pele doeu por causa do couro do sofá, mais um pouco e ela seria parte do sofá. passou  a mão onde doía e foi até a cozinha. pegou uma garrafa de água e percebeu a sede que estava, tomou tudo deixando umas gotas escorrendo pelo rosto e peitos, a camiseta branca absorvendo parte. jogou a garrafa no lixo e ja tirou a camiseta e o shorts que era pouco mais que uma calcinha. olhou um momento para o reflexo no vidro, o brilho no olhar era evidente, mas era um brilho quase de fúria. os cabelos sempre limpos estavam oleosos e desorganizados, olheiras sob os olhos evidenciavam pouquíssimas horas de sono nos últimos dias, mas ela não queria dormir, precisava de um banho, só.

foi para o banheiro, ligou a agua quente e tomou banho. depois abriu totalmente o chuveiro deixando a agua completamente gelada atingir directamente sua cabeça e escorrer pelo corpo. aquilo era revigoraste, ficou assim um tempo esfriando, literalmente, a cabeça. respirou fundo e deixou as lagrimas escorrerem, a agua fria não ia permitir que seu rosto inchasse e ninguém notaria que ela havia chorado. queria animação naquele dia, e álcool, muito álcool. era apenas mais um ritual de libertação.

colocou o roupão e foi ao quarto, evitou todas as combinações que usara recentemente, queria algo novo. fez uma mistura de roupas que gostou e deixou-as em cima da cama. colocou uma calcinha e voltou ao banheiro, arrumou os cabelos, passou uma maquiagem leve, gostou do que viu, sorriu com certa malícia. onde será que estavam todas aquelas meninas que viviam esperando que ela ficasse solteira?

medo de ginecologista

Postado em conversas, Dia-a-dia em setembro 9, 2011 por Amanda Salgado

Medo de Ginecologista

A primeira e única vez que tinha ido ao ginecologista era quando eu tinha menstruado a primeira vez e minha mãe me arrastou até o consultório com 12 anos de idade. foi horrível pelo fato de conversar tudo aquilo com um homem mais velho, ele falava e eu encarava meus pés sentindo meu rosto todo quente. minhas amigas que tinham namorados e tinham logicamente que ir ao ginecologista com mais frequência que eu comentavam que nunca achavam um(a) bom, que eles eram sempre muito frios, eu não se sentiam a vontade blablabla.
desde então eu prolonguei ao máximo a volta ao temível gineco, maaaas eu descobri que tenho alergia à aqueles absorventes com neutralizadores de odor (e várias amigas minhas também, alguém mais?) e essa alergia na virilha não acabava nunca, quando parecia que ia melhorar, voltava. ai comecei a ficar com medo, todas nós sabemos o tamanho do perigo que corremos com no nos maravilhoso ato sexual (óia que bunitu) cheios de trocas de fluidos e eu sinceramente, nunca usei nenhum tipo proteção com meninas apesar de só transar com minhas namoradas (não que proteja de algo). a encucação não me deixou mais adiar a consulta.
como o gine da minha mãe era um inferno marcar horário e eu sinceramente não queria passar com um homem, liguei em um bom hospital da região e pedi para marcar uma consulta, consegui marcar para quase 1 mês depois. e a ansiedade? quase morri…
dia da consulta, saio mais cedo do trabalho e vou o caminho inteiro pensando “ai meu deus ai meu deus ai meu…”, cheguei lá e o alarme da clinica estava soando loucamente, mal sinal número 1. pedi para ir ao banheiro e a lâmpada queimada, mal sinal número 2! eu sempre chego uns 10minutos antes da consulta, ai esperei 10, 20, 30, pensando pqp, e nada, só tinham 3 pessoas na minha frente quando cheguei, por que a demora?
finalmente chegou minha vez, entrei no consultório, uma médica novinha, super simpática e já aliviei um pouco. e sentei. começamos a rotina: idade, primeira menstruação, se ela é regular, primeira relação sexual e O QUE EU FAZIA PARA EVITAR BEBÊS (ela usou essas palavras), não me contive, dei uma risadinha e soltei aquele: ˜entããããããão…” e expliquei para ela que tive relações com homens (não sou uma golden star) mas foram apenas duas vezes e nessas tinha usado camisinha, maaaaaaaas que minhas relações sexuais frequentes eram com meninas. ela até parou o que estava escrevendo para olhar para mim, não de um modo acusatório ou que me incomodou, mas com uma sincera curiosidade. aí veio a bombardeio de perguntas: como e quando descobri, porque eu gostava, minhas (ex)  namoradas como são, se eu já tinha usado strap on (perguntou com o termo cinta-caralho, que uma amiga dela lésbica usa, ri muito), se eu não achava homem bonito (expliquei a diferença entre achar bonito e querer ficar com), métodos de proteção (não temos nenhum oficial/próprio) e ai foi. expliquei para ela que gostaria de fazer um check up, ela me examinou com a maior delicadeza e sem aquela tensão no ar, falou sobre pesquisar mais sobre o assunto para até me manter mais informada também, etc etc etc.
foi quase 1 hora que eu não vi passar tamanho a leveza do ambiente. quando sai fiquei pensando na sorte que tive por marcar uma consulta no escuro e ter aquela médica me atendendo e aquela pilha de exames para fazer.
e lógico, cheguei em casa e fui correndo contar pras migs (rs).

o principal, realmente, é você se sentir confortável para falar da sua vida sexual com seu (a) médico (a) para que ele possa te orientar melhor.

Msn

Postado em conversas, Dia-a-dia em setembro 7, 2011 por Amanda Salgado

*1: nunca fui tão feliz com alguém como eu estou sendo com vc

*2: Você me faz MUITO bem, pq mesmo nos meus piores dias vc me faz sorrir, e vc consegue fazer minhas tardes que seriam normais serem especiais

*3: Eu adoro te ouvir falar, pq vc conta as coisas com uma empolgação tão real, que anima qualquer um em volta

*4: Adoro ter uma menina gostosa do meu lado que eu posso chamar de minha e comer quando eu quiser gf

*5: Você consegue me fazer me sentir bem mais do que eu sempre achei que eu fosse, e isso é muito estranho, pq vc realmente faz eu me sentir especial, emsmo que não seja sua intenção

*6: Eu gosto mesmo de você, e vale a pena cada sufoco que eu passo nessa casa

*se for pra te ter comigo

*pq vc vale a pena

*OK?

 

 

ok mamãe

Think

Postado em conversas, Dia-a-dia, pensamentos em agosto 25, 2011 por Amanda Salgado

Conversas com Mamãe.

apesar de toda homofobia que existe na minha casa, um dia minha mãe sentou-se na minha cama e começou a me fazer várias perguntas, não no modo interrogatório, dava para ver que ela tinha curiosidade, que queria sabe o que se passava na minha cabeça, não lembro muito bem como começou essa conversa, qual foi o primeiro ponto abordado, mas eu sei que ela me perguntou se eu ainda gostava da minha ex, eu afirmei, disse que sim, que sentia muita falta dela e ela perguntou se não era só amizade e eu confundia, como eu sabia que eu não estava  confundindo. Na minha cabeça isso é bem simples, mas como explicar para minha mãe? pensei um pouco e: “Ah mãe, você simplesmente sabe, assim como você sempre teve vários amigos homens e sabia que o papai não era só um amigo. É um sentimento diferente, um querer bem diferente, um carinho especial”, ela continuou com cara de AHAM Cláudia e perguntou como eu descobri isso (já tivemos essa conversa mil vezes), eu falei que eu sabia, desde pequenininha que eu era diferente das outras meninas, nunca me vi como elas, e falei que eu entendia ela não entender tudo isso, porque para mim, que sinto isso, foi difícil e demorado entender, quanto mais ela que não tinha ideia do que estava acontecendo dentro de mim.
a conversa se prolongou por horas e até que foi boa (não que ela tenha mudado um pedacinho de pensamento), mas aí eu comecei a pensar nisso: a gente demora um tempo enorme para se aceitar e geralmente espera que as pessoas aceitem isso na hora com um sorriso sendo que nós passamos noites chorando, pensando “o que tem de errado comigo?”.
não estou falando que qualquer forma de preconceito é normal, porque não é, sempre disse que aceitar e respeitar são duas coisas completamente diferentes. mas o aceitar leva tempo.

tentei ter uma “óptica hétero” da coisa: a pessoa deve se perguntar primeiro como alguém pode sentir atracão por alguém do mesmo sexo se ela tem atracão pelo sexo oposto e a maioria age assim (afinal, sempre nos baseamos por nós e pela maioria); segundo, como você criar uma família “nos modos convencionais”; se é uma pessoa que te ama, ela pensa se você vai realmente conseguir ser feliz (meus pais sempre falam o quão hipócrita o mundo é em relação à homossexualidade) e que aquilo não é o que eles sempre sonharam para você.

e aí que chega a sua paciência se você acabou de sair do armário, a explicação para esses “problemas” serão infinitas (por isso tanto sapatão tatua o símbolo do infinito, rs), você sempre vai ter que explicar de novo e de novo, uma hora entra no automático. é do ser humano ter essa curiosidade, e por isso acho importante sempre explicar porque é assim também que ganhamos visibilidade, a Parada pode impactar milhares de pessoas, mas esse “boca a boca” também é importante, e principalmente se é alguém que te ama e que esta verdadeiramente preocupada com você e quer entender sua “opção”.

Estão usando o termo “mordaça gay” para se referir à PL 122, eu acho que essas pessoas tem apenas uma venda negra sobre os olhos, na melhor das hipóteses, aquelas viseiras que não deixam o cavalo olhar para os lados. algumas pessoas nunca vão permitir que isso seja tirado delas, já que a claridade incomoda, mas de outras, aos poucos a gente consegue sim, aos poucos e com doses homeopáticas de luz e verdade.

o preconceito é ligado diretamente ao egoísmo, porque é uma pessoa exigindo que você seja igual e pense igual e ela. então se você se dá ao trabalho de tentar entender a pessoa e explicar o seu ponto de vista, para que ela possa também te entender, acho que assim muita coisa seria mais fácil.


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